quarta-feira, 14 de abril de 2010

Apresente-se com estilo: os 10 cartões de visita mais criativos

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Impressionar positivamente um possível cliente é importante para fazer novos contatos. Um cartão criativo pode fazer grande diferença, especialmente em áreas que envolvem critérios de escolha mais subjetivos, como arte e design. Mas qualidades como inovação e sofisticação podem ser expressas por meio de um pequeno pedaço de papel (ou outro material). Inspire-se com alguns dos cartões mais criativos reunidos por Josh Spiro, do site da revista Inc.

LAURA DUFF

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A especialista em maquiagem Laura Duff pode tornar as pessoas tão bonitas quanto horrendas. Ela já embelezou modelos em passarelas e na televisão, e enfeiou atores em filmes de zumbis. Com o design de Elisa Chavarri, o cartão de Laura mostra bem a natureza dualista de seu trabalho.

SAM BUXTON

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O cartão de Sam Buxton faz mais do que apresentar suas habilidades – ele é uma fonte de renda. O artista e designer inglês começou em 2000 a série de cartões-escultura, chamados de mikros, comercializados em algumas lojas. Além de fazer cartões para alguns profissionais, Buxton já vendeu mais de 200 mil mikros, a US$ 15 cada.

CLIFTON ALEXANDER

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Quando se é um designer, deve-se ter estilo. E um cartão estiloso é a chave para causar uma boa primeira impressão. Essa é a filosofia de Clifton Alexander, dono da Reactor, empresa de webdesign. “Quando o cartão é mais trabalhado, é mais provável ele terminar em cima de um monitor ou prateleira do que no lixo”, diz ele.

SEAN KINNEY

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O termo “cutting edge” tem dois sentidos: um deles é “extremidade cortante”; outro, mais complexo, é “o mais avançado grau de desenvolvimento”. Com essa ambiguidade, a empresa de marketing e comunicação Digital Fresh fez da lâmina de barbear um ícone para si. Alguém fotografou o cartão e pôs na internet; a boa ideia se espalhou tanto que a empresa começou a atrair clientes de outros estados e até de outros países.

KYLE LASER

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Kyle Laser estava tentando melhorar a posição de sua gráfica em mecanismos de busca. Por coincidência, também estava estudando o marketing viral e seus benefícios, até que surgiu-lhe uma ideia que juntava os dois conceitos. O cartão foi feito até meio na brincadeira; mas Laser estima que dez de seus maiores clientes chegaram à sua empresa achando o cartão na internet.

BRYCE BELL

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Quando estava desempregado, Bryce Bell concebeu esses cartões únicos para anunciar suas habilidades mecânicas. Mas os cartões ganharam vida própria, e se tornaram o próprio investimento. Hoje, Bell começou um negócio em que vende os “cardapults” e outros cartões personalizados.

MARK RAMADAN

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“O que fazer se você descobre que vai jantar naquele minuto e não tem talheres? Use seu kit de emergência”, brinca Mark Ramadan. Ele fez o design desse cartão para promover seu blog sobre gastronomia. O acesso saltou de 250 para 1000 visitas diárias.

EMERSON TAYMOR

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Este cartão pode parecer meio egocêntrico, mas foi a maneira que Emerson Taymor encontrou para promover suas habilidades como designer. Quando ele o entrega às pessoas, as reações sempre são entusiasmadas. Mais importante: o cartão gerou vários pedidos de trabalho para Taymor.

DAVID HOLIFIELD

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Com esse laço em torno do dedinho, David Holifield passa a mensagem de que este não é um cartão para esquecer em qualquer lugar. Presidente da InterFUEL, agência de webdesign e mídias sociais, Holifield diz que é a maneira mais rápida de demonstrar a um cliente que a agência pode ter ideias criativas e inéditas.

ROB RANDTOUL, PLASMADESIGN

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Se esse cartão passa alguma impressão, é de alguém moderno e sofisticado. E não é de outra maneira que Steve Wozniak, co-fundador da Apple, quer ser apresentado. A PlasmaDesign, empresa britânica especializada em cartões de plástico e metal, customizou esse em aço inoxidável especialmente para “Woz”.

Oito dicas para quem trabalha em casa

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A editora da revista Inc., Leigh Buchanan, trabalha de casa há três anos. Não é só alegria; ela confessa que às vezes se sente sozinha, e que briga muito para ter disciplina e não atrapalhar o trabalho com afazeres domésticos. Mas, de modo geral, tem sido uma experiência interessante. Abaixo, trazemos oito dicas que ela oferece àqueles que forem se aventurar a trabalhar de casa.

“Trabalho de casa há três anos, sem nada pra olhar além da paisagem de montanhas, e sem nada pra ouvir além de esquilos pulando no quintal.” Às vezes fica bem solitário. Sinto falta das conversas aleatórias nos corredores, que fazem surgir ideias inesperadas ou ajudam a formar parcerias. Mas, em geral, trabalhar de casa tem sido uma experiência satisfatória. Consegui me manter produtiva, e a redução no estresse de não ter que atravessar a cidade provavelmente aumentou um ano em minha vida. Para aqueles que vão embarcar nessa experiência de trabalho a distância, ofereço oito dicas para se dar bem.”

1- A linguagem é importante. Nunca diga ‘trabalho em casa’. Diga ‘meu escritório é em casa’, ou ‘trabalho para o escritório a partir de casa’. Além de soar mais profissional, você não entra para a lista de amigos e parentes como aquela-pessoa-que-pode-pegar-meu-filho-na-escola ou outros compromissos.

2- Algumas pessoas gostam de se vestir para o trabalho, mesmo que eles nunca ponham o pé pra fora de casa. Outras gostam de andar pela casa de pijamas. É uma escolha pessoal. Mas se você preferir a última, pelo menos troque de roupa uma vez de dia e de noite. Casual, sim. Sujo, não.

3- Fale com alguém do trabalho pelo menos uma vez por dia. Longos momentos de silêncio são angustiantes. Após três dias, eu fico me sentindo uma criança num acampamento: preocupada de que na minha ausência, eles terão mudado de casa sem me dizer. Melhor falar com gerentes, que sabem da situação geral.

4. Fofocar, navegar na internet e comprar uma coisinha durante o almoço são maneiras saudáveis de desanuviar a cabeça do ambiente barulhento, do café ruim e da cadeira desconfortável comuns ao trabalho. Apesar de em casa haver mais silêncio e conforto, não dá pra trabalhar oito horas sem parar. Então faça coisas úteis como pausa: lave roupa, varra o chão, faça um exercício (somente se você não gostar de se exercitar; se for divertido, você vai se distrair).

5- Se você tem filhos, explique a eles que quando sua porta estiver fechada, eles não devem incomodá-lo. Se eles não obedecerem, diga que se eles interromperem seu trabalho você vai perder os seus prazos, vai ser demitida, a família vai viver na rua e você vai vender seus brinquedos para comprar comida.

6- Galinhas adorariam trabalhar das 4h às 13h; as corujas, das 15h à meia-noite. Mas lembre-se de que alguns compromissos, ligações e conferências podem ser fora de seu horário de preferência. É tentador criar uma rotina adaptada ao seu organismo; mas é melhor se basear nos horários em que o mundo exige que você esteja disponível.

7- Em casa, temos três telefones: uma para a família, um para as crianças e um para as ligações de trabalho. Tenha um aparelho somente para o trabalho, assim você não corre o risco de alguém atender desavisadamente (‘Ei, mãe, é um tal de Steve Jobs, posso dormir na casa do Lucas?’), e você pode atender no modo profissional (‘Aqui é Leigh Buchanan’) e pessoal (‘Que foi?’).

8- Tenha uma cafeteira boa. A minha é uma Saeco Incanto Sirius, que faz um expresso fenomenal, mesmo tendo esse nome que parece saído de um livro do Harry Potter.

Como prever o desejo do consumidor

kamakura2_160x220 Wagner Kamakura é brasileiro e professor de marketing global na Duke University, nos Estados Unidos. Ele voltou ao Brasil recentemente para dar uma palestra no 4º Congresso Brasileiro de Pesquisa, e deu uma entrevista exclusiva à Pequenas Empresas & Grandes Negócios. No meio do bate-papo, ele me contou um causo muito interessante sobre serviços financeiros e o “ciclo de vida” dos consumidores. Preferi deixar de fora da entrevista para contá-lo aqui com suas palavras.

“O consumidor em geral tem um certo ciclo de vida. O rapaz solteiro e jovem, ou jovem, casado e sem filhos, tem uma estrutura de consumo muito diferente de um casal com filhos pequenos. Por exemplo, casais sem filhos ou jovens solteiros comem muito fora de casa, e casais com filhos pequenos fazem a grande maioria das refeições em casa. Outro exemplo, a demanda de eletrodomésticos é muito grande em famílias em formação, de casais com filhos pequenos. E nas fases mais para o fim da vida, a demanda por eletrodomésticos cai tremendamente. Então dá pra você prever o que é que o consumidor vai comprar baseado no ciclo de vida.

Ciclo de vida é muito importante na demanda de serviços financeiros. Existe uma piada de um comediante americano que pergunta ‘por que a vida é injusta?’ Porque quando somos jovens, temos tempo e energia, mas não temos dinheiro. A gente quer se divertir, mas não tem grana. Aí você fica mais velho, arranja um emprego, começa a ganhar bem. Então você ainda tem energia e agora tem dinheiro, mas não tem mais tempo, e não consegue se divertir. E finalmente você se aposenta. Bom, agora sim você tem tempo, e tem dinheiro, mas não tem mais energia. Então a vida é injusta.

O objetivo dos serviços financeiros é exatamente tornar a vida mais ‘justa’. Se você é jovem, tem tempo e geralmente não tem dinheiro, então o que fazer? Consumir hoje, financiando o seu consumo com renda futura. Você pega dinheiro emprestado (se o banco quiser te emprestar), depois trabalha em uma empresa e vai ganhando dinheiro. Enquanto trabalha na empresa, provavelmente não terá tempo para usufruir de toda a renda que gera. Por isso, você deve usar essa quantia para pagar o consumo passado e também para financiar o consumo futuro. Porque aí quando você ficar mais velho e se aposentar, vai ter dinheiro não porque o está ganhando, mas porque você investiu no passado. Então a função dos serviços é nivelar isso, tornar a vida mais ‘justa’.

Empresas financeiras que conhecem esse ciclo de vida podem planejar, antecipando aquilo que o cliente vai precisar no futuro. Eu tenho um amigo que estava fazendo residência em um hospital e logo que começou foi abordado por um consultor. O cara veio oferecendo seus serviços e o garoto respondeu ‘Olha, não tenho nenhum dinheiro, estou pagando a faculdade, agora estou no começo da residência’. O consultor já sabia, então por que ele estava lá? Porque ele sabia que, no futuro, esse cara teria muito dinheiro. Ele já está prevendo que daqui a cinco, dez anos essa pessoa vai ter uma renda muito boa. Eu repito, quem conhece o ciclo de vida sabe o que o consumidor vai querer no futuro.”

O poder da grife

brigadeiro1No início de abril, ao lado de dezenas de outras jornalistas, fui conferir de perto um novo endereço da cidade: uma loja só de brigadeiros. Parecia, até pouco tempo atrás, impossível alguém sobreviver vendendo apenas o delicioso docinho tipicamente brasileiro. Pois bem, a loja enche os os olhos pelo visual e convida a um verdadeiro banquete, com nada menos do que 40 tipos de brigadeiros preparados na hora. Nem preciso dizer que nos fartamos experimentando (sem culpa e longe da balança) cada um dos sabores oferecidos. Portas abertas ao público, não é que a casa fica cheia. Véspera de Páscoa e a espera era de meia hora, já que os brigadeiros são feitos na hora, sob a supervisão da clientela. Levar um cento das delícias para casa, aos mais desavisados, significa desembolsar R$ 250, comer uma variação de brigadeiro mole, em uma singela panelinha de alumínio azul bebê, não custa menos de R$ 19. Mas, para alegria da criançada, é possível levar para casa a panelinha e a colher.

Os manuais de administração e marketing multiplicam teorias que comprovam porque o consumidor é capaz de pagar tanto por um doce tão popular. Na prática, o que a empresária fez de diferente em relação à maioria dos mortais foi transformar seu brigadeiro em um objeto de desejo, em guloseima assinada, de grife. Agregou valor ao produto com ingredientes de primeira, um cardápio variado, receita bem apurada e um marketing afinado. Resultado: faz sucesso.

Sustentabilidade e acompanhamento online do conserto são diferenciais em oficina mecânica administrada por uma mulher

Empresária pesquisou por seis meses antes de abrir seu empreendimento em São Paulo

Marcus Vinicius Pilleggi
Dani Gurgel
Bimmer: atendimento especializado e sustentabilidade em oficina mecânica

A administradora de empresas Rose Candeo decidiu empreender em ummercado geralmente dominado por homens: oficinas mecânicas. Para ter sucesso, a empresária pesquisou o mercado e tentou entender as necessidades de um público alvo definido: os donos de carros importados. No final de 2009, depois de quase um ano de pesquisas, ela fundou a Bimmer, umcentro automobilístico especializado em veículos importados. Além da mecânica especializada,o empreendimento possibilita que o dono do carro acompanhe, online - pela página da empresa -, o conserto de seu veículo, graças a câmeras colocadas nos elevadores mecânicos.

A empresária conta que a ideia do negócio surgiu da necessidade. Envolvida há vários anos com revenda de carros, Rose verificou a falta de unidades de atendimento mecânico voltadas a veículos importados. Assim, ela e o marido resolveram investir no ramo, com um atendimento especializado. “Nas nossas pesquisas de mercado vimos que havia duas opções a serviço do consumidor: concessionárias, que têm um serviço caro, e as mecânicas normais, que não têm estrutura para atender esse tipo de carro”, diz.

Depois de seis meses de pesquisas, verificando, inclusive, como funciona esse tipo de negócio lá fora, foram mais seis meses para encontrar um bom ponto comercial. Localizada na Vila Olímpia, bairro nobre de São Paulo, a Bimmer recebeu um investimento inicial de R$ 700 mil.

A ideia de oferecer o acompanhamento online apareceu naturalmente, segundo Rose. “Hoje, com tantatecnologia, esse tipo de serviço não tem um custo absurdo. De qualquer maneira, as câmeras iam ser colocadas por questão de segurança. Unimos o útil ao agradável (para o cliente) e proporcionamos um atendimento diferenciado”, afirma. Rose diz que o brasileiro tem muito carisma pelo seu carro e sempre quer acompanhar onde ele está, daí possibilitar que o cliente veja o conserto em tempo real. O sistema é simples: quando dá entrada na oficina, o cliente recebe um login e senha para acessar o serviço online. Para Rose, até agora o serviço tem sido mais um teste: “A divulgação desse serviço não estava sendo muito grande; agora pretendemos investir mais nisso”, garante.

À frente de 12 funcionários, sendo seis mecânicos e seis administradores, Rose preocupou-se em dar uma cara mais verde ao seu empreendimento. Para isso, usa equipamentos para reaproveitar a água da chuva, que é armazenada em dois tanques e reutilizada. Durante o dia, a iluminação é totalmente natural. Um sistema separa o óleo da água para ser descartada de forma limpa e o lixo é retirado por empresas homologadas que possam fazer a reciclagem. A empresa também usa apenas papel reciclado para arquivos e emissão de notas. Ela garante: “Sempre tive esse pensamento de sustentabilidade. É algo em que acredito”.

Ainda é cedo para falar no retorno do negócio, mas Rose está otimista. Para o próximo semestre, ela planeja abrir uma filial para serviços mecânicos mais rápidos, como troca de óleo, de pastilhas de freio ou vistoria mais simples. “Estamos estudando uma localização privilegiada para o nosso cliente”, diz. A empresa espera, em 2010, faturar R$ 2 milhões, sem contar a filial. “Temos um plano de negócio minucioso; com a filial, esse faturamento deve subir cerca de 20%”, revela a empresária. Apesar de ter nascido como negócio familiar, Rose diz que ficou à frente da empresa por ter se envolvido mais no processo. Para ela, pesquisa e dedicação permitem que o empreendedor se aventure por qualquer mercado, mas alerta: “Precisa de muita organização para dar certo”.

Dani Gurgel
A empresária Rose Candeo estudou o mercado por seis meses antes de

VÍDEO INSTITUCIONAL

Bens materiais ou lembranças fundamentais? O poder da experiência

Por Jorge Nahas*

Já faz algum tempo que escutei de um amigo a história sobre um fim de semana que seu filho passou longe dele. O que me chamou a atenção foram as reflexões, percepções e valores sobre o verdadeiro sentido da vida que uma criança com apenas 12 anos conseguiu passar a um empresário bem sucedido.

O objetivo desse meu amigo era que seu filho valorizasse tudo aquilo que possuía e desse valor às conquistas de seu pai. Mas.... depois de passar um fim de semana na fazenda na companhia do caseiro e seus filhos, que são pessoas com uma realidade totalmente diferente da que seu filho estava acostumado a viver, meu amigo pediu para que seu filho contasse como foi a experiência e o que ele aprendeu com tudo isso.

E para surpresa de meu amigo, seu filho com um sorriso no rosto contagiante começou a dizer.... “Pai, lá eles realizam todas as refeições juntos com alimentos colhidos ali mesmo e por eles, andam a cavalo na trilha das borboletas, caminham por trilhas onde existem árvores com centenas de anos, pássaros de várias espécies até chegarem a uma maravilhosa e refrescante cachoeira. À noite, com o céu estrelado, eles se reúnem, quase todo dia, para cantar ao som da viola. Eles conseguem aproveitar a vida de uma maneira divertida sem se preocupar com o tempo!” Depois de tantas atividades que contou ao seu pai, finalizou dizendo.... “Obrigado pai, por me mostrar que a felicidade não está na posse e nos bens materiais e sim que o acúmulo de experiências de vida e a lembrança que temos é que define quem somos!”

Essência do Capitalismo
Em seu sentido mais restrito, o capitalismo corresponde ao acúmulo de recursos financeiros (dinheiro) e materiais (prédios, máquinas, ferramentas) que têm sua origem e destino na produção econômica. Essa definição, apesar de excessivamente técnica, é um dos poucos pontos de consenso entre os inúmeros intelectuais que refletiram sobre esse fenômeno ao longo dos últimos 150 anos. O capitalismo tem seu início na Europa, suas características aparecem desde a baixa idade média (do século XI ao XV) com a transferência do centro da vida econômica social e política dos feudos para a cidade e passou por várias etapas evolutivas: capitalismos comercial, industrial e financeiro.

O mercado de trabalho atual exige qualificações constantes, dedicação total, muita responsabilidade, 100% do tempo investido na carreira e preocupação constante com o futuro, esquecendo de aproveitar o presente. A competição acirrada causa estresse e pressão e as cobranças diárias por resultados cada vez maiores levam os executivos a não ter outra preocupação, a não ser sua carreira. O grande estimulante para atingir as agressivas metas é o bônus e as promoções. Mas será que isso é suficiente para a realização, felicidade e reconhecimento do verdadeiro sentido da vida? Não esta faltando equilíbrio e uma forma melhor de viver a vida?

O dinamismo mutante do efeito do capitalismo continua se reinventando, destruindo um paradigma velho e criando um novo e próspero. Por meio das transformações ocorridas nos últimos anos no Brasil e no mundo, como aceleração do aquecimento global, crise econômica financeira e conflitos na estrutura familiar, percebemos que temos que reconstruir a forma do relacionamento com clientes e funcionários, criar novas e inspiradoras formas de incentivar, motivar e reconhecer os colaboradores.

Poder das experiências. Às vezes são as coisas mais simples que fazem a diferença
Risos e felicidade têm um efeito enorme no nosso bem-estar emocional e desempenho no trabalho. Às vezes nos esquecemos de como é bom partilhar uma grande gargalhada. Há um filme estrelado por Jack Nicholson e Morgan Freeman chamado "The Bucket List", que mostra como pode ser enriquecedor baixar a guarda e rir dos absurdos da vida e como é triste quando nos tornamos tão vago no nosso dia-a-dia, que nos esquecemos de fazer isso. Edward (interpretado por Jack Nicholson) trabalha a vida inteira para construir a sua corporação hospitalar em uma empresa da Fortune 500.

Ele é diagnosticado com câncer e colocado em um quarto com outro paciente, também com câncer, Carter Chambers (Morgan Freeman). Os médicos dão a notícia de que ambos têm seis meses a um ano de vida. Carter decide escrever uma "Bucket List", ou seja, uma lista de coisas a fazer na vida antes de morrer. Um dos itens finais da lista de Carter antes dele falecer é "rir até chorar". Jack Nicholson e Morgan Freeman nos mostram com muita sensibilidade inúmeros lados de se viver bem, não somente seus últimos dias por aqui, mas trazem uma bela mensagem sobre religião, trabalho, amizade e tempo.

Um pouco de diversão e risos no local de trabalho é tão poderoso quando se trata de nossa saúde emocional e bem-estar, produtividade e lucros da sua empresa. Quanto mais gostamos do que fazemos, mais produtivo seremos. Estamos falando sobre o engajamento dos empregados. É compromisso emocional e intelectual de uma pessoa em uma organização.

Objetivo: Capturar os corações e as mentes dos participantes.
Por que? A constatação que inspira a fazer esse esforço extra.
Resultado: O trabalho se torna prazeroso, mais produtivo e mais rentável.

Segundo a Gallup, até 21% dos funcionários estão ativamente desengajados no Brasil custando às empresas até US$ 42 bilhões por ano em produtividade perdida. E no clima de hoje, não é possível se dar ao luxo de ter qualquer baixa na produtividade, especialmente quando somos confrontados com a necessidade de fazer mais com menos. Como especialistas em soluções de incentivo, fidelização e motivação do empregado e de recursos humanos, sabemos o que inspira as pessoas.

Nós somos dedicados a ajudar os nossos clientes corporativos a tocar seus funcionários e clientes através de recompensas e incentivos, com uma diferença: a de criar um verdadeiro impacto em torno de sua marca, permitindo que as pessoas façam coisas incríveis e compartilhem suas experiências com os seus amigos, familiares e colegas.

Se você tem dificuldade em convencer a si mesmo ou a sua equipe de executivos que gastar dinheiro com engajamento é um investimento de alta importância estratégica para o negócio, considere estes fatos a partir de pesquisas Gallup:

Funcionários engajados oferecem:
:: Lucro - 27% maior
:: Vendas - 50% maior
:: Fidelização - 50% maior
:: 38% - acima da produtividade média

A empresa O Melhor da Vida, ao longo dos últimos cinco anos, tendo trabalhado com mais de 400 empresas, das grandes blue chips, pequenas e médias empresas, já realizou mais de 500.000 experiências brilhantes. Entendemos como as tendências estão se desenvolvendo no local de trabalho, como os funcionários gostam de ser tratados, a eficácia dos incentivos criativos e a importância da construção de uma marca para o colaborador, pois eles são os novos clientes.

Sabemos que as pessoas gostam de falar das experiências muito mais do que as posses e bens materiais. É a memória, as histórias e os nossos momentos compartilhados que valorizamos. Quando refletimos sobre nossas vidas, as experiências constituem boa parte do que lembramos. Suas experiências não podem ser levadas ou vendidas em um bazar ou no mercado livre. Elas não vão desaparecer ou enferrujar - suas experiências ficam para sempre!

*Jorge Nahas é Economista e Diretor de Experiências do Grupo O Melhor Da Vida. Blog O Melhor da Vida. E-mail: jorge@omelhordavida.com.br

Subway faz expansão agressiva para ser maior fast-food

Rede passou de duas lojas, em 2002, para mais de 400 atualmente

Por Sylvia de Sá, do Mundo do Marketing | 08/04/2010
sylvia@mundodomarketing.com.br



Pensar em fast-food saudável é pensar em Subway, que virou sinônimo do segmento com seus sanduíches e saladas. A rede, que hoje conta com 408 lojas no Brasil, possuía apenas duas em 2002. Nos últimos anos, a marca focou seus esforços em um plano de expansão agressivo para atingir a sua principal meta: ultrapassar o número de unidades do gigante McDonald’s até 2014. Para isso, a empresa aposta em dois principais pilares: saúde e customização de sanduíches.

Fundada em 1965 por Fred Deluca, a Subway começou a franquear unidades em 1973 e hoje conta com mais de 32 mil restaurantes em 91 países. Para se ter uma ideia, em média, são abertas cinco franquias da marca por dia no mundo. No Brasil, a história começa em 1993, mas leva um tempo para deslanchar.

“Na época, o plano de expansão consistia em uma pessoa que era responsável pela abertura de todas as lojas. As unidades eram grandes e o custo elevado. Como a marca não era muito conhecida no país, não deu certo”, conta Roberta Damasceno, Gerente de Operações Subway no Brasil, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Subway investe em expansão agressivaProfissionais estudam mercados em potencial
A partir de 2001, a rede se reestruturou e deu lugar a um novo modelo negócio, concentrando-se na operação e baseando-se no que havia dado certo em lugares como Bahrain, no Golfo Pérsico, primeira franquia internacional, Nova Zelândia, China e Trinidad Tobago.

Surgiram os agentes de desenvolvimento, responsáveis por garimpar potenciais franqueadores em cada região. Hoje, são 10 profissionais espalhados pelo Brasil que conhecem o mercado local, conversam com os interessados em inaugurar um restaurante da marca, fazem avaliação do ponto, dos consumidores e todo o estudo necessário para tornar o projeto viável.

A mudança gerou resultados percebidos rapidamente. Em 2004, já funcionavam 12 lojas. Em 2005, eram 24; em 2006, 75; em 2007, 120; em 2008, 215; e, em 2009, a Subway já estava presente em 365 pontos-de-venda. Paralelo à expansão, a rede ganhou fôlego para investir em Marketing e propaganda.

“Até possuir 100 lojas, o Marketing era local e focava o ponto-de-venda. As unidades faziam panfletagem nos arredores e outras ações locais. Quando ultrapassou as 100 lojas, ganhamos verba para trabalhar nacionalmente em TV a cabo, outdoors, internet, TV aberta e revistas”, diz Leandro Florio, Gerente de Marketing da Subway, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Subway investe em expansão agressivaMarketing de preço, sabor e saúde
Em sua estratégia de Marketing, a Subway foca valores como preço, saúde e sabor. Cada promoção é baseada em um dos temas, de acordo com o calendário local. Por aqui, por exemplo, desde março a rede promove a ação “O Barato do Dia”, que oferece um sanduíche diferente a cada dia da semana a um preço promocional. O período escolhido é a época do ano em que os consumidores têm um orçamento mais restrito, graças a fatores como volta às aulas, compras de natal, férias e pagamento de impostos.

O ponto-de-venda também tem papel importante na estratégia da rede, já que a atividade local ainda é bastante forte. Na internet, cada franqueado é responsável por responder as solicitações de consumidores de sua região nas redes sociais. São ainda os materiais de ponto-de-venda que inserem o cliente no universo da marca. Além disso, um dos diferenciais é poder ver o produto ser preparado na hora, sem fritura e com até seis gramas de gordura, apelo importante para aqueles que se preocupam com a saúde e o bem-estar.

Subway investe em expansão agressivaFranqueados passam por cursos na Universidade Subway
É nas lojas também que os consumidores encontram uma equipe treinada para atendê-los da melhor forma possível. Os funcionários são chamados de “artistas do sanduíche” e passam por treinamentos específicos, assim como os gerentes e os caixas. Os franqueados também passam por cursos da Universidade Subway, para que as unidades estejam sempre alinhadas ao padrão global.

Poder escolher como será montado o sanduíche também garante a satisfação dos consumidores. “Isto dá poder ao cliente. É uma tendência forte. Fizemos a campanha “Seis milhões de combinações” no ano passado para mostrar as opções. Que restaurante pode oferecer tanta combinação?”, acredita o Gerente de Marketing da rede.

O sucesso da rede também é explicado pelo foco em cidades menores e não apenas nos grandes centros. “A Subway vê oportunidade não somente na classe AB, mas também na C. Além disso, existe um grande potencial em cidades menores, mais do que em capitais, que já têm seu mercado saturado”, explica a Gerente de Operações Subway no Brasil. Exemplo disto é o fato de que os grandes centros como São Paulo e Rio de Janeiro não aparecem como os principais mercados da marca no país.

Brasil deve ser sexto mercado da marca em 2010
O destaque fica para o norte e o nordeste, onde a rede planeja investir este ano. Capitais como Brasília, Belo Horizonte, Salvador e Fortaleza também aparecem como importantes mercados, além de Curitiba, que já possui 30 restaurantes da rede e onde está localizado o escritório de franquia. O bom desempenho da marca leva o Brasil a ser o sétimo mercado mundial, perdendo apenas para Estados Unidos, Canadá, Austrália, Inglaterra, Alemanha e México.

A expectativa é de que, ainda em 2010, o país passe a ocupar a sexta posição no ranking, ultrapassando o México, que atualmente conta com 30 unidades a mais. Em relação ao número de sanduíches vendidos, a rede de franquias brasileira figura semanalmente entre as três maiores do mundo, ao lado da Nova Zelândia e de Singapura. Entre 2008 e 2009, as lojas com mais de um ano de operação registraram um aumento de 12% na venda de sanduíches.

Boca a boca virtual também pode ser positivo para marcas

Consumidores compartilham boas experiências em sites como Elogie Aki e o Kekanto

Por Sylvia de Sá, do Mundo do Marketing | 09/04/2010
sylvia@mundodomarketing.com.br



Definitivamente, a internet virou uma espécie de trombone para os consumidores insatisfeitos que querem ser ouvidos pelas empresas. Diariamente, comunidades no Orkut, perfis no Twitter, blogs, fóruns e sites como o Reclame Aqui e o Reclamão.Com disparam pela web reclamações e críticas direcionadas às mais variadas marcas.

A boa notícia para as empresas é que os internautas agora começam a se interessar em elogiar e passar uma imagem positiva de marcas, serviços e produtos no meio virtual. Iniciativas como o Elogie Aki e o Kekanto ajudam a incentivar os consumidores a compartilharem suas boas experiências de compra.

Boca a boca virtual positivoO Elogie Aki surgiu depois que Ana Fontes (foto) e Gildo Henrique perceberam que só existiam canais virtuais para que os consumidores falassem mal das marcas. A partir daí, os sócios tiveram a ideia de criar um espaço para que as empresas fossem reconhecidas por suas qualidades e pelo seu bom desempenho.

“Acreditamos na forma positiva do consumo. A reclamação motiva as empresas a mudarem, mas o elogio e o reconhecimento ajudam a manter as boas atitudes”, acredita Ana Fontes, Diretora do Elogie Aki, em entrevista ao Mundo do Marketing. O site foi lançado em maio de 2009, depois de seis meses de projeto, e hoje conta com mil cadastrados e cerca de mil elogios.

Recomendação e integração social
O Kekanto nasceu com um propósito um pouco diferente do Reclame Aki, mas também reúne elogios e qualidades de empresas, produtos e serviços de categorias diversas. Observando que, na construção civil, a contratação de um serviço era feita normalmente pelo boca a boca, os estudantes da USP Bruno Yoshimura e Fernando Okumura (foto abaixo) decidiram facilitar o processo e criar uma espécie de boca a boca virtual em que os consumidores pudessem encontrar resenhas para facilitar e acelerar a decisão.

Boca a boca virtual positivoO que a princípio seria um site focado apenas no segmento de construção civil, hoje tem 27 categorias, mil pessoas cadastradas e mais de mil resenhas escritas. Ao contrário do Elogie Aki, o Kekanto, que está desde março no ar, é uma espécie de rede social com integrantes que podem interagir uns com os outros.

“É um boca a boca. Além de ter o componente da recomendação, tem o componente social. O site conta com as ferramentas das redes sociais. Os usuários podem convidar amigos, adicionar pessoas, trocar mensagens e comentários e criar listas de interesses”, conta Okumura, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Convencer consumidores a elogiar é desafio

O grande desafio tanto para o Elogie Aki, quanto para o Kekanto, está em atrair os consumidores para que contem suas boas experiências com as marcas, já que é muito mais fácil que o internauta esteja motivado a falar mal delas. “O interessante é que os criadores souberam aproveitar uma das principais características das redes sociais, que é a colaboração voluntária”, diz Alessandro Barbosa Lima, CEO da e.Life, empresa de monitoração e análise de mídia gerada pelo consumidor, em entrevista ao Mundo do Marketing.

É importante que as companhias se antecipem e estejam presentes em todos os canais. “As marcas hoje têm dois grandes desafios: saber o que se fala sobre elas e gerar algum tipo de estratégia e ação a partir do que é falado. É importante saber como cada área participará dentro das redes sociais com SAC, Marketing, comunicação corporativa e desenvolvimento de novos produtos”, aponta Barbosa Lima.

O Grupo West Coast, que detém as marcas West Coast e Cravo & Canela, percebeu a importância de criar e estreitar um relacionamento na internet para gerar o tão falado boca a boca. A empresa criou para este ano uma série de ações com foco em mídia social. A primeira delas já está no ar. Os novos sites das marcas, criados pela DW Comunicação, possuem um elemento de integração com as redes sociais.

Boca a boca virtual positivoListas de Desejos promovem marcas
Nos endereços, os consumidores encontram a ferramenta Lista de Desejos. A partir dela, é possível divulgar os modelos de sua preferência em seus perfis no Twitter, Orkut e Facebook por um widget gerado pelo site. Todos os meses, aqueles que tiverem a lista mais clicada ganham o modelo preferido. A ação incentiva os consumidores a promoverem as marcas que ganham visibilidade em toda a rede de amigos. Em 20 dias, já foram criadas mais de 2.500 listas.

“O ambiente on-line está sendo valorizado e evoluindo de uma maneira que exige que estejamos presentes antes de todo mundo. O objetivo da West Coast é criar uma navegação 360º, em que as marcas estejam em qualquer meio. Queremos gerar conversação com o público para criar relacionamento e fidelizar”, explica Fábio Steffen, Coordenador do Núcleo Digital do Grupo West Coast, em entrevista ao Mundo do Marketing.

O Kekanto também promove ações para incentivar e engajar os consumidores. Atualmente, o site premia a melhor resenha com um iPod. Além disso, os participantes da rede recebem escudos que mostram o quanto contribuíram para a rede social e que tipo de resenha normalmente cada usuário costuma escrever. Entre os serviços mais comentados no endereço, que já recebe 17 mil visitas diárias, estão os de entretenimento como bares, baladas e restaurantes.

Natura, Submarino e Estrela são as mais elogiadas

Já o Elogie Aki conta com divulgação na internet para motivar os consumidores a compartilharem elogios. O site conta com três blogs, duas comunidades no Orkut e cinco Twitters para promover informações positivas sobre as empresas. No site, que tem uma média de 5.200 acessos mensais e cresce 40% ao mês, os internautas também podem elogiar profissionais e, até mesmo, celebridades.

Entre as empresas mais elogiadas estão a Natura, o Submarino, a Estrela, a Saraiva e a Ultrafarma. As marcas, no entanto, não têm espaço para interagir no Elogie Aki. “Enviamos um e-mail informando que ela foi citada para que saiba o porquê e o conteúdo do elogio. Mas não queremos que haja interação para que o consumidor não seja abordado e coloque sua opinião de forma tranquila”, conta Ana.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Um retrato dos restaurantes

Pesquisa sobre o setor de alimentação fora do lar mostra como estão faturamento, empregabilidade, gestão e principais desafios dos estabelecimentos

Por Ricardo F. Santos



iStockphoto.com
O setor de alimentação fora do lar movimentou R$ 65,2 bilhões em 2009

A Associação Nacional dos Restaurantes (ANR) divulgou nesta terça-feira (30) a 1ª Pesquisa de Conjuntura Econômica do setor de restaurantes no Brasil. De acordo com a Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação (ABIA), o setor de alimentação fora do lar, que engloba 2 milhões de estabelecimentos e emprega 6 milhões de pessoas, movimentou R$ 65,2 bilhões em 2009.

O setor de alimentação fora do lar cresceu 13,8% de 2007 para 2008. A ANR explicou que esse é o dado mais atual que existe, porque as pesquisas do segmento englobam até o varejo em supermercados, não somente a alimentação fora do lar. Por causa dessa defasagem, a ANR, em conjunto com a ECD Consultoria, colheu dados de 2.517 pontos de venda no final do ano passado, para conhecer os números de 2008 e do primeiro semestre de 2009.

A pesquisa dividiu os estabelecimentos de
food service em três tipos básicos: restaurantes independentes (22%), redes independentes (22%) e redes de franquias (56%). Os estabelecimentos independentes têm um preço médio de refeição mais alto, de R$ 69 a R$ 73 e, de 2008 para 2009, tiveram queda de 8,3% no público. “Com a retração causada pela crise mundial, os consumidores procuraram reduzir o tíquete médio por refeição, e migraram para estabelecimentos mais em conta”, diz Roberto Lyra, diretor executivo da ANR. Como resultado desse movimento, redes independentes, com preço médio de R$ 42 a R$ 44, e redes de franquias, média de R$ 16 a R$ 17 por refeição, tiveram aumento de faturamento de 9,7% e 8,5%, respectivamente.

Quem são os restaurantes
Os estabelecimentos pesquisados gastam de 6% a 9% do faturamento bruto com a estrutura, o que inclui aluguel, IPTU e quaisquer outras taxas – um valor relativamente alto por causa de taxas e impostos, de acordo com Lyra. A mão de obra dos estabelecimentos abocanha em média 20% do faturamento bruto, incluídos encargos sociais e tributos. O principal gasto dos restaurantes é com a matéria-prima para fazer os pratos, que fica em uma média de 31% do faturamento.

“Junto com o setor de telemarketing, os restaurantes são os estabelecimentos que mais contratam jovens no primeiro emprego”, afirma Lyra. Outra característica é a alta rotatividade dos estabelecimentos. Nos restaurantes e redes independentes a taxa fica entre 10% e 15%, mas nas redes de franquia o número salta para 51,9%. Por causa disso, do total gasto pelos restaurantes com funcionários, 6,5% vão para programas de capacitação. De acordo com a pesquisa, 61% dos pesquisados possuem programas de capacitação para seus funcionários.

Lyra reconheceu uma desaceleração nos
negócios por causa da crise, estampada principalmente na queda de 5,4% no número de funcionários, mas ele afirma que o movimento já está se revertendo. 94,4% dos pesquisados afirmaram querer aumentar os investimentos em 2010, e a média de investimento é 10% do faturamento bruto. As áreas que mais receberão investimentos são equipamentos e reformas estruturais.

A gestão dos restaurantes está sofisticada, como apontam os seguintes dados: 80% dos estabelecimentos têm nutricionistas (além de 47% que têm técnicos em nutrição e 23% que empregam engenheiros de alimentos), e 81% recebem o apoio de consultorias. “Com a tendência de formalização do setor, vemos uma tendência de maior uso de serviços de técnicos e especialistas”, diz Cláudio Miccieli, presidente da ANR. Além dos especialistas, 94% dos restaurantes afirmam ter software de gestão, 89% realizam pesquisa de satisfação, e 75% mantêm cadastro de sua clientela.



Por último, o estudo indagou qual era o maior desafio dos restaurantes. O maior de todos é o custo da matéria-prima. “Se o custo da matéria-prima aumentar, os restaurantes não podem simplesmente aumentar o preço, porque a concorrência é muito grande e eles podem perder muitos clientes”, explica Miccieli. Os encargos tributários ocupam o segundo lugar na preocupação dos empresários, e em terceiro ficam os custos trabalhistas.

Seda se reposiciona com foco na moda

Com mais de 40 anos, marca ganha produtos com nova fórmula, conceito e identidade visual

Por Sylvia de Sá, do Mundo do Marketing |
sylvia@mundodomarketing.com.br


Aos 42 anos, Seda se reposiciona para manter-se uma marca democrática, sem deixar de lado a demanda crescente dos consumidores por produtos de qualidade superior. Para isso, o projeto da marca da Unilever, iniciado em julho de 2009, foca duas plataformas: os salões de beleza e a moda. Com uma estratégia que une ações de ponto-de-venda, promoção em eventos como o São Paulo Fashion Week e relacionamento com profissionais de beleza, a marca promove sua linha de shampoos cocriada por cabeleireiros de todo o mundo.

O processo de reposicionamento contemplou todo o universo de Seda e contou, até agora, com um investimento de R$ 125 milhões, de olho em um mercado que faturou mais de R$ 5,4 bilhões em 2008, segundo os últimos dados da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosmética (Abihpec). Os pontos de contato da marca com o consumidor foram reformulados, desde a composição e o perfume dos produtos, até a embalagem, que ganhou um formato mais adequado à pegada da mão brasileira. A estratégia também contemplou toda a comunicação para deixar clara a mudança.


“Seda entrou no mercado em 1968 e lançou versões para diferentes tipos de cabelo, quando ainda era comum usar sabão. A marca tem a inovação como prioridade, busca atender demandas que ainda não foram supridas”, diz Erik Galardi, Diretor de Marketing de produtos para cabelos da Unilever, em entrevista ao Mundo do Marketing.

  Marca cresceu 2,3 pontos em market share
Para surpreender o consumidor e apresentar a transformação de Seda, a Unilever não se restringiu a lançar produtos apenas assinados e recomendados por especialistas. “Trouxemos os experts para os laboratórios. Em parceria com cientistas, estes profissionais de fato co-criaram as fórmulas. Os produtos contêm ingredientes que são dicas dos cabeleireiros, utilizados por eles no salão”, explica Galardi (foto), da Unilever.

Ao todo são sete famílias de shampoos, condicionadores e cremes de tratamento para necessidades específicas da consumidora. As mudanças elevaram em 20% o custo do produto, mas o preço de Seda para o consumidor sofreu alteração de apenas 10% como parte da estratégia de manter a marca democrática e acessível.

Com penetração de cerca de 57% em todas as classes sociais, o reposicionamento de Seda garantiu um incremento de 2,3 pontos no market share e foi responsável por um aumento da participação da classe AB. De acordo com um levantamento desenvolvido pela Kantar Worldpanel, desde julho, um milhão de novos lares começaram a consumir a marca.

Moda constrói posicionamento mais Premium
O foco no mundo da moda agrada as consumidoras da marca, segmentadas a partir do seu comportamento, independente da classe social a que pertençam. “O ideal é sair da segmentação demográfica e seguir para o lifestyle da marca. O reposicionamento deve focar os benefícios de auto-expressão, a percepção que os consumidores têm ao usar o produto”, acredita Patrícia Pflaeging, professora do Certificate in Marketing Management do Insper, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Seda se reposiciona com foco na moda Foi o que a Seda buscou ao associar seus produtos ao universo fashion. “Escolhemos a moda por duas razões. Primeiro porque cada vez mais o calendário de cabelo segue o de moda. Segundo porque o universo da moda ajuda a construir um reposicionamento mais premium da marca”, conta o Diretor de Marketing da Unilever.

Entre as ações realizadas com foco no mundo fashion destaca-se um salão-conceito montado na Rua Oscar Freire. A iniciativa realizada entre agosto e outubro teve como objetivo aproximar a marca dos consumidores e apresentar os novos produtos. No Seda Urban Salon, as convidadas recebiam um diagnóstico capilar e tinham seus cabelos tratados com a nova linha de Seda.


Parceria com o São Paulo Fashion Week

A ação fez tanto sucesso que foi levada para um stand na última edição do São Paulo Fashion Week. Patrocinadora oficial do evento, a marca ainda foi responsável por decorar a sala das modelos e transmitir o que acontecia nos bastidores. A Seda também promoveu, ao lado da Oi, o Oi Fashion Rocks, no Rio de Janeiro. O evento que mistura moda e música contou com os cocriadores da linha nos bastidores produzindo os cabelos das modelos.

Além do investimento em ações no universo fashion, Seda também aposta na internet. O site da marca é uma espécie de mini-salão virtual, com informações sobre os produtos, os profissionais e os tipos de cabelo. A Unilever também promove ações em parceria com blogs de beleza e está presente em redes como Orkut, Facebook e Youtube.

“A comunicação de massa não funciona mais e o espaço para materiais de ponto-de-venda estão cada vez mais restrito. É importante fazer ações que gerem notícias, repercutam em sites, editoriais e blogs, como foi o caso do salão-conceito na Oscar Freire”, aponta Julio Moreira, professor da ESPM e especialista em branding, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Seda se reposiciona com foco na moda Seda Experts Club aproxima marca de profissionais
Outro passo fundamental para o sucesso desta nova fase de Seda é a aproximação da marca com os cabeleireiros. A Unilever criou o Seda Experts Club, uma espécie de clube de vantagens que oferece eventos e cursos para profissionais. Apesar de não ter planos para lançar uma linha específica para salões, a marca entendeu a importância de manter um relacionamento com o cabeleireiro, um dos principais responsáveis por influenciar a decisão de compra das consumidoras quando o assunto é cabelo.

O programa de relacionamento foi lançado com uma ação que levou os principais profissionais brasileiro para conhecer os experts em seus países de origem. A iniciativa tem como padrinho o cabeleireiro Mauro Freire, único brasileiro a participar da cocriação dos novos produtos de Seda e conhecido por cuidar do visual das celebridades Xuxa e Malu Mader.

Para Julio Moreira, da ESPM, a estratégia é arriscada. “No mundo em que eles estão comunicando, o produto não está presente. As marcas precisam criar relacionamento com valores verdadeiros. Se os consumidores não acharem Seda no salão, não serão convencidos a usarem o produto”, opina. Já Patrícia Pflaeging, do Insper, concorda com a estratégia da Unilever. “O reposicionamento não é apenas mudar a embalagem. É propor um novo conceito e comunicar isso, tanto para o consumidor, quando para quem influencia este consumidor. Não adianta conversar com a cliente, sem falar com os cabeleireiros. Mais do que impactar com ações, é necessário dialogar com formadores de opinião para que a consumidora tenha este aval”.

Outra forma de transmitir os novos valores para o consumidor é a partir do ponto-de-venda. Em farmácias e supermercados, a marca conta com materiais que destacam os produtos e disponibilizam promotoras para explicar as propriedades dos shampoos e fazerem um diagnóstico dos cabelos. No PDV, a empresa também desenvolve promoções com brindes e ofertas casadas de shampoo e condicionador, para estimular a venda de toda a linha.

Internet desafia metodologias e resultados de pesquisa

Mudança do comportamento do consumidor e técnicas estão na pauta de discussão

Por Bruno Mello, do Mundo do Marketing |
bruno@mundodomarketing.com.br



A pesquisa está entre as centenas de atividades que a internet provocou mudança radical. Além de ser mais um ambiente de interação, relacionamento e consumo a ser considerado por quem analisa o comportamento do consumidor, ela serve de campo de observação da realidade em tempo real. Não é por acaso que o tema esteve presente em praticamente um terço das apresentações discutidas no 4º Congresso Brasileiro de Pesquisa de Mercado, realizado pela Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa.

A web mudou o comportamento das crianças brasileiras de 4 a 12 anos. Elas são as que mais acessam a internet no mundo, segundo pesquisa realizada pela Millward Brown Brasil em 12 países. Aqui, elas passam 13 horas conectadas principalmente jogando on-line. Com a web, as crianças se tornam multiplataforma e superconectadas. O desafio das marcas é chamar atenção delas com uma experiência divertida.

O estudo brasileiro envolveu oito grupos de discussão, formados por mães e crianças das classes ABC. Hoje, o brinquedo divide espaço com a internet e com o celular. O diário virou blog e não são mais os pais que escolhem o que as crianças compram, mas elas próprias. Assim como a TV, todos querem ter o seu computador no quarto, o que na classe C é aspiracional. Quando o assunto é rede social, os pré-adolescentes são a maioria por a utilizarem como convívio.

 Branding digital
A internet ganha também um papel cada vez mais importante na construção de marcas. “É o que chamamos de círculo virtuoso do branding, onde consumidores digitais são mais jovens, mais bem informados, pesquisam mais e compram mais pela web. O conhecimento sobre marcas os tornam influenciadores de outras pessoas. Por isso, vale a pena investir neste consumidor”, afirma Valkiria Garré (foto), Diretora Executiva da Millward Brown do Brasil.

Os adolescentes estão buscando jogos, redes sociais, músicas, vídeos e mensagens. Já os adultos estão em busca de notícias, basicamente. Pesquisa feita pela Millward Brown do Brasil aponta para um relacionamento entre adolescentes e marcas baseado em roupa, tênis e tecnologia. “Apesar de extremamente ativo na web, o jovem tem dificuldade de falar de propaganda na internet. Tanto positiva quanto negativamente”, diz Valkiria.

Assim como os mais jovens, os adultos também procuram marcas na web após verem uma propaganda na TV. Como a Coca-Cola, por exemplo. O estudo mostra que 13% dos internautas descobriram a marca de refrigerantes na internet por meio da TV. Outro dado interessante é de que, tanto adultos quanto jovens, pesquisam preços na web e compram na loja por motivos de segurança.

Etnografia Digital
A chamada Etnografia Digital também ganha força e se percebe que as mulheres da classe C que acessam a internet ganham uma nova vida digital. É o que indica a pesquisa desenvolvida pela Predica e pela Multifocus com mulheres, donas-de-casa, de 25 a 49 anos, de São Paulo. Quarenta por cento delas passam mais de duas horas conectadas por dia, sendo que 83% acessa a rede todo os dias, principalmente a tarde. O estudo mostra os hábitos de navegação e indicam a preferência por sites de relacionamento (44%), informação (38%), entretenimento (10%), compra on-line (6%) e serviços (2%).

Durante 11 dias de levantamento, o estudo apresentado por Claudia Woods (foto), diretora de inteligência e Marketing da Predicta, registrou 94.250 acessos e 2.700 links diferentes. A internet reflete uma mudança de hábito das mulheres. Trinta e três por cento delas a utilizam como passatempo melhor que a televisão, 78% se sentem mais globalizadas, 15% chegou a se dizer mais inteligente e 26% se sentem seguras em comprar on-line. Elas ainda participam de redes sociais (94%), acessando principalmente o Orkut.

Estas mulheres também vão ao banco virtualmente (23%) e acabam migrando seus hábitos de consumo para o ambiente on-line, principalmente com relação a mídia, pois 66% delas estão lendo menos jornais, 61% assistem menos a TV e 54% ouvem menos o rádio. Na hora de comparar preço, mais de metade (60%) afirmou que não gasta mais sola de sapato indo às lojas, fazendo a comparação on-line.

Pesquisa on-line
Para as empresas anunciantes na web, duas ótimas notícias: 55% lembram de propagandas on-line e 32% delas já participaram de promoções pela internet. Na hora de comprar, 63% buscam informação de produtos nos sites das empresas e 12% publicam suas opiniões sobre uma marca em fóruns e comunidades.

E a pesquisa pela internet? Avaliar comunicação e fazer pré-teste de campanhas pela internet dá o mesmo resultado que presencialmente, é 50% mais rápido e até 20% mais barato, aponta a GFK Brasil. Um estudo feito para a marca Elsève serviu de caso de sucesso para mostrar que o formato de pesquisa deve e precisa evoluir, assim como a comunicação e o consumidor mudaram nos últimos anos.

Alguns mitos caíram por terra. Da mesma forma que no ambiente tradicional, a pesquisa pela internet está sujeita aos mesmos vieses que a tradicional. Apesar do perfil dos respondentes na web ser mais jovem e com maior poder de consumo, pode-se segmentar a base amostral, tamanho e o acesso ao consumidor on-line hoje. E a riqueza das respostas, é boa? “Não é porque está on-line que terá uma resposta pobre. É possível ter um material de qualidade pela internet”, aponta Cristina Jensen, da GFK.